Travessia da Torre

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Integrada na rede de trilhos verdes do concelho de Manteigas, a Rota da Torre, com 20 km de extensão, é uma das rotas mais exigentes e diversificada.

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REF: n.d. Categoria:

Descrição

Tipo: Circular
Coordenadas início W: 7º36’23,61″W 40º19’41,06″N
Altitude início: 1931 m
Altitude mínima: 1423 m
Altitude máxima: 1931m
Sentido aconselhado: Ponteiros do relógio
Dificuldade: Difícil
Extensão: 10 km | 19,6 km (com derivações)
BTT: Não
Transporte: Inclui transporte de Manteigas

“Ravinas precipitosas, covões soturnos, penedias cahoticas, môrros giganteos, phantasias varias de uma creação asperrima, que se accumulam, em tropel desordenado, ali teem tambem essas notas dos contrastes delicados, com que a natureza vae dos bramidos do leão aos gorgeios do rouxinol, e do estampido pavoroso da tormenta ao dolente ciciar da brisa.” Emygdio Navarro in Quatro dias na Serra da Estrela (1884)

Majestosidade e rudeza são características que tornam a Rota do Maciço Central única em termos de traçado e de paisagem natural. Nesta rota, o caminheiro é constantemente surpreendido, podendo contemplar locais emblemáticos como o Covão d’ Ametade, o Covão Cimeiro, os Cântaros (Magro, Gordo e Raso), as Salgadeiras, a Lagoa do Peixão (ou da Paixão), a Ribeira da Candeeira, ou a Nave da Mestra (na derivação para as Penhas Douradas – Rota do Carvão).

A Torre, sendo o ponto mais alto de Portugal Continental, com 1 993 metros, onde D. João VI (1816-1826) mandou erigir uma estrutura em pedra para completar os 2 000 metros, é um dos locais importantes a visitar. Aqui existem infra-estruturas para a prática de desportos de Inverno, atraindo visitantes oriundos dos mais diversos pontos do país.

Devido à elevada precipitação e à topografia acidentada do terreno, existem nesta zona vários tipos de ambientes aquáticos que na paisagem, aparentemente monótona, acabam por constituir elementos singulares, tais como a Lagoa do Peixão e as Salgadeiras (conjunto de várias charcas).

Na paisagem surgem recortes por entre a vegetação, originados pelo pastoreio, que convive harmoniosamente com variadas espécies de fauna e flora. Devido à sua elevada altitude, o Maciço Central constituiu um local único no país, contribuindo para a existência de espécies raras e ancestrais, tais como o teixo, o zimbro-rasteiro, o vidoeiro, a tramazeira, o cervum, o arando e a fava-de-água. Os zimbrais, respondendo às condições particulares do ambiente onde se desenvolvem, crescem na horizontal, cobrindo as rochas com um autêntico manto verde.

Quanto à fauna, existem vestígios da existência de espécies com estatuto de conservação como o tartaranhão-caçador, a águia de Bonelli, o bufo-real, a águia-cobreira, o coelho-bravo e a ferreirinha-alpina. A enfrentar o risco de extinção, existem a toupeira-de-água, a lagartixa-da-montanha, a víbora-cornuda, o maçarico-das-rochas e o falcão-peregrino.

Informação adicional

Pessoas

4 pessoas, 5 pessoas, 6 pessoas, 7 pessoas

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